
família Asfarviridae. Trata-se de uma doença de grande relevância sanitária e econômica para a suinocultura mundial, uma vez que apresenta altas taxas de mortalidade e não possui vacina ou tratamento eficaz disponível até o momento.
O vírus da PSA caracteriza-se por elevada resistência no ambiente, podendo permanecer viável por longos períodos em carcaças, produtos cárneos, sangue e secreções. A transmissão ocorre principalmente por contato direto entre animais infectados e suscetíveis, bem como de forma indireta por meio de fômites, restos de alimentos contaminados e vetores biológicos, como carrapatos do gênero Ornithodoros.
Clinicamente, a Peste Suína Africana pode se manifestar de forma peraguda, aguda, subaguda ou crônica, dependendo da virulência da cepa viral e das condições do animal. Os sinais clínicos mais comuns incluem febre alta, apatia, anorexia, hemorragias cutâneas e internas, distúrbios respiratórios e digestivos, abortos e elevada mortalidade. Em muitos surtos, a evolução é rápida, com óbitos ocorrendo poucos dias após o início dos sinais.
A prevenção da Peste Suína Africana baseia-se fundamentalmente em rigorosas medidas de biosseguridade. Entre as principais ações estão o controle do trânsito de animais, pessoas e veículos, a restrição da entrada de produtos de origem suína de procedência desconhecida, a correta destinação de resíduos alimentares e o fortalecimento da vigilância sanitária em granjas e regiões de risco.
O diagnóstico laboratorial é essencial para a detecção precoce da PSA e para a adoção imediata de medidas de contenção. Métodos moleculares, como a PCR em tempo real, são amplamente utilizados devido à sua alta sensibilidade e especificidade. A confirmação rápida de casos suspeitos é determinante para evitar a disseminação do vírus.
Diante da ausência de vacina, a vigilância epidemiológica contínua, aliada à notificação imediata de suspeitas e à implementação de planos de contingência, constitui a principal estratégia para o controle da Peste Suína Africana. Essas ações são fundamentais para a proteção da suinocultura, a segurança sanitária dos rebanhos e a manutenção do comércio nacional e internacional de produtos suínos.
Nesse cenário, o teste rápido para Peste Suína Africana da Bioperfectus surge como uma importante ferramenta de triagem para apoio à vigilância epidemiológica. O uso do teste rápido permite a identificação ágil de animais suspeitos diretamente no campo, em granjas, postos de fiscalização ou situações de emergência sanitária, possibilitando a adoção imediata de medidas de contenção, como isolamento, interdição e notificação oficial. Dessa forma, o teste rápido complementa o diagnóstico laboratorial confirmatório, contribuindo para a detecção precoce de focos, a redução do risco de disseminação do vírus e o fortalecimento das estratégias de controle da PSA.