A Febre Aftosa é uma enfermidade infecciosa altamente contagiosa, de extrema importância sanitária e econômica para a pecuária mundial. A doença é causada pelo Foot-and-Mouth Disease Virus (FMDV), pertencente à família Picornaviridae, gênero Aphthovirus. Entre os diversos sorotipos do vírus, os sorotipos O e A estão entre os mais amplamente distribuídos e epidemiologicamente relevantes.
Os sorotipos O e A do FMDV apresentam elevada variabilidade genética e antigênica, o que dificulta o controle da doença e exige estratégias específicas de vigilância e vacinação. O sorotipo O é o mais prevalente globalmente, enquanto o sorotipo A é conhecido por sua diversidade genética e ocorrência periódica em surtos de grande impacto sanitário.
O FMDV afeta principalmente animais biungulados, como bovinos, suínos, ovinos e caprinos. Os sinais clínicos incluem febre, formação de vesículas e erosões na cavidade oral, focinho, língua, lábios, tetos e região interdigital dos cascos, além de salivação intensa, claudicação e queda acentuada na produção leiteira e no ganho de peso.
A transmissão dos sorotipos O e A ocorre de forma extremamente eficiente, por contato direto entre animais infectados e suscetíveis, bem como por vias indiretas, incluindo aerossóis, fômites, veículos, equipamentos, pessoas e produtos de origem animal contaminados. A capacidade de disseminação rápida torna a Febre Aftosa uma enfermidade de notificação obrigatória e emergência sanitária.
Os impactos associados aos sorotipos O e A incluem perdas produtivas diretas, abate sanitário, restrições comerciais severas e elevados custos para programas de erradicação e controle. A ocorrência desses sorotipos pode resultar na perda do status sanitário de países ou regiões, afetando significativamente as exportações.
A prevenção e o controle da Febre Aftosa causada pelos sorotipos O e A baseiam-se em rigorosas medidas de biosseguridade, vigilância epidemiológica ativa e passiva, controle do trânsito animal e, quando aplicável, programas de vacinação direcionados aos sorotipos circulantes. A identificação laboratorial precisa do sorotipo é essencial para a resposta rápida e eficaz aos focos da doença.
A vigilância epidemiológica contínua, associada à capacidade de diagnóstico laboratorial e à resposta coordenada dos serviços de defesa sanitária, é fundamental para conter a disseminação dos sorotipos O e A, proteger os rebanhos e minimizar os impactos sanitários e econômicos da Febre Aftosa.
Nesse contexto, o teste rápido para Febre Aftosa – FMDV sorotipos O e A da Bioperfectus constitui uma ferramenta estratégica de triagem para apoio imediato à vigilância sanitária. A aplicação do teste rápido possibilita a identificação ágil de animais suspeitos diretamente no campo, em propriedades rurais, barreiras sanitárias ou situações de emergência zoossanitária, auxiliando na adoção imediata de medidas de contenção, como isolamento, interdição de áreas, restrição do trânsito animal e notificação aos serviços veterinários oficiais. Dessa forma, o teste rápido complementa os métodos laboratoriais confirmatórios, contribuindo para a detecção precoce dos sorotipos O e A, a redução da disseminação do FMDV e o fortalecimento das ações de controle e erradicação da Febre Aftosa.